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Arquipélago de São Pedro e São Paulo.

O ASPSP se situa no Oceano Atlântico(00º55.1’N,029º20.7’W), distando 1010 Km da cidade de Natal (RN), Brasil. A única ilha habitavél é a Belmonte que tem 5380 m², tudo isso é no meio do Oceano Atlântico, onde o apoio mais próximo é Fernando de Noronha, que está a dois dias de navegação a barco. O arquipélago é considerado um dos lugares mais inóspitos do Brasil.

Em 1998, foi inaugurada a Estação Científica na Ilha Belmonte, dando início ao PROARQUIPÉLAGO. A presença permanente de cientistas na estação Científica justifica a habitabilidade no Arquipélago, fundamental para obter o reconhecimento internacional como território brasileiro e manter o direito das 200 milhas náuticas adjacentes. Todos os cientistas têm que passar por um treinamento da Marinha do Brasil, antes de viajar para o ASPSP. O treinamento tem duração de uma semana e aborda diversos assuntos, entre os quais estão: sobrevivência no mar, combate a incêndio, comunicação via rádio, primeiro socorros, etc.

Viajei para a base da Marinha do Brasil em Natal (RN), para receber as últimas instruções. Lá conheci Marcelo e Kiko, e encontrei o Werner, que havia feito o treinamento Pre-arquipelago comigo. Esses foram os pesquisadores que formaram, junto comigo, a expedição 109.

No dia seguinte partimos de avião para o arquipélago de Fernando de Noronha, onde passamos um dia antes de embarcar no barco de pesca “Transmar II” que nos levaria até a nossa próxima parada, o Arquipélado de São Pedro e São Paulo. Viajamos por dois dias, vendo apenas céu e mar, até chegarmos ao nosso destino.

A primeira olhada para o ASPSP causa um sentimento estranho, mas agradável, é uma mistura de ansiedade com alegria, incerteza se é apenas um sonho ou realidade, para muitos o maior sentimento é o de alívio daqueles balanços do barco; para aqueles que não sentem o mau estar do balanço, o sentimento maior é o de satisfação de estar chegando ali. Paralelamente, e tão intenso como esses sentimentos, vem a certeza de ter sido abençoado por Deus, por estar tendo a oportunidade que pouquissímas pessoas tiveram ao passar por esse mundo.

Falamos rapidamente com aqueles que estão se despendindo do local, porque o barco de pesca que estava dando suporte a eles tem pressa de partir, mas ainda aproveitamos para tirar uma foto, que é tradicionalíssima e que não falha em nenhuma das trocas de turma.

 

Nós que estamos chegando, trazemos na mala o espírito aventureiro, a vontade de conhecer e aproveitar cada lugarzinho existente aqui, para que quando chegue a nossa hora de partir, possamos fazer isso com a consciência de que aproveitamos ao máximo esses acelerados quinze dias. Mergulhamos muito durante os dias, na enseada e fora dela. Não vimos nenhum tubarão durante os mergulhos, apesar de saber que eles estavam por ali. Mergulhamos com golfinhos, arrarias, barracudas e várias outras espécies de peixe. A biodiversidade é espetacular e os mergulhos são sempre melhores que os anteriores. Águas cristalinas e mornas, com diversos locais para serem explorados; o lugar é digno de um documentário de Jacques Cousteau.

Durante toda a expedição o barco de pesca permanece nas proximidades para nos dar suporte em qualquer necessidade, ao mesmo tempo pescam com espinhel, linha de mão ou currico. A maior parte das noites passei no Transmar II, acompanhando e participando da pescaria, além de realizar parte de meu trabalho que era coletar amostras biológicas para a universidade.

A ilha e a estação científica também precisam de cuidados e manutenções, a energia da estação é solar e as placas solares precisam ser limpas constantemente para melhor funcionamento. Os atobás sempre liberam seus excrementos por toda a ilha, e as placas solares não são exceção.

Na minha opinião, um dos melhores locais é o farol, ponto mais alto da ilha Belmonte, excelente local para refletir, descansar e apreciar a bela vista, o único problema são as viuvinhas (aves), que fazem seus ninhos próximo ao farol e para protegê-los ameaçam nos atacar, voando próximo as nossas cabeças. A melhor forma de aproveitar essas maravilhas da natureza é entender o local e respeitá-lo.

Outro local excepcional é o lado sudeste da ilha Belmonte, alguns poucos metros à frente da estação, lá se pode observar os shows espetaculares dos golfinhos, é sensacional.

Graças a Deus a nossa expedição foi tranquila. Pouco tempo antes de chegarmos lá, uma onda entortou uma das paredes da estação, convivemos apenas com o resultado: a parede torta e a janela da cozinha sem fechar.

Ao final da nossa estada, carregamos em nossa bagagem o fardo da incerteza de podermos retornar algum dia ao arquipélago, mas partimos com orgulho por termos sido moradores do Arquipélago de São Pedro e São Paulo.



Escrito por Thiago Landim Maia às 21:32:56
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Saint Peter and Saint Paul (SPSPA) - English Version


The SPSPA is located in the Equatorial Atlantic Ocean (00°55.1'N,029°20.7'W), being 1,010 km from the city of Natal (RN-Brazil). The only habitable island is Belmonte which has 5,380 m2, all in the middle of the Atlantic Ocean, where the nearest support is Fernando de Noronha archipelago, which is two days of travel by boat. The archipelago is considered one of the most inhospitable of Brazil.
In 1998, the Research Station was opened on the Belmonte island, initiating the archipelago program. The permanent presence of scientists in the Research Station grounds for living in the archipelago, essential to obtain international recognition as a Brazilian territory and maintain the rights of 200 nautical miles around the site. All scientists have to go through training on Brazilian Navy, before travelling to SPSPA. The training has duration of one week and covers several topics, which are included: sea survival, fire extinguisher, radio communication, first aid, etc...

I travelled to the base of the Brazilian Navy in Natal (RN) to recycle the instructions. There I knew Marcelo and Kiko, and met Werner, who attended the same class of the Pre-archipelago training than me. These were the researchers who formed, with me, the 109th expedition.
The next day we flew to Fernando de Noronha, one day later we board the boat "Transmar II" that took us to our next stop, the St. Peter and St. Paul Archipelago. Travel for two days, seeing only sky and sea, until we get to our destination.
The first look at the SPSPA cause a strange feeling, but nice, is a mixture of happiness with anxiety, uncertain if is only a dream or reality, for many the greatest feeling is to relieve those balances from the boat, for those who don’t get a sea sick, the greater feeling is the satisfaction from getting there. In parallel, and as intense as those sentiments, is the certainty of having been blessed by God, being given the opportunity that very few people that lived in this world had.
We talked briefly with those who are leaving the site, because the fishing boat that was supporting them
is in a hurry to go, but before we took a picture, which is traditional and not fail in any of the trading groups.

  
We that are coming, bring in the bag adventurous spirit, the desire to know and enjoy each little place here, so that when our time comes to leave, we do so with the awareness that we enjoyed as much as we could these accelerated fifteen days. We dived a lot during the days in the bay and outside it. We have not seen any sharks during the dives, despite knowing they were there. We dived with dolphins, rays, great barracudas and various species of fish. The biodiversity is spectacular and each dive is always better than the previous. Crystal clear waters and warm, with several places to be explored; the place is worthy of a documentary by Jacques Cousteau.


Throughout the expedition the boat remains in the adjacencies to give us support in any need, while fishing with
longline or hand line system. In the early morning and ending the afternoon they fish with a hand line moving the boat forward in the adjacent areas of the rocks.
Most nights I spent in Transmar II, monitoring and participating in the fishery, and doing part of my job that was collect biological samples to the university.


The island and the scientific station also need care take and maintenance, the station is powered by solar energy and the solar boards must be cleaned constantly to better functioning. The brown boobies always flush their excrement throughout the island, and the solar boards are not exception.


In my opinion, one of the best places is the lighthouse, the Belmonte Island’s highest point, excellent place to reflect, relax and enjoy the beautiful view, the only problem is the brown noddies (birds), which make their nests near the lighthouse and protect them threaten to attack us by flying close to our heads. The best way to enjoy these wonders of nature is to understand the place and respect it.


Another exception is the local southeast side of the Belmonte Island, a few meters in front of the station, there you can see the spectacular dolphin show; it is amazing.
Thank God, our expedition was peaceful. Shortly before arriving there, big waves bended one of the walls of the station. We just lived with the result: a damaged wall and the kitchen window without closing.
At the end of our expedition, we carried in our lug
gage the burden of uncertainty we may return someday, but we leave prided of ourselves for having been residents of the St. Peter and St. Paul Archipelago.



Categoria: Saint Peter Saint Paul Rocks
Escrito por Thiago Landim Maia às 19:54:21
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Reanimação de tartaruga marinha / Sea turtle reanimation

A tartaruga oliva chegou ao barco de pesca já afogada, em uma situação bastante crítica, praticamente morta. Não pude aceitar que aquela tartaruga não tivesse mais chance de sobreviver sem antes tentar salvá-la, toquei algumas vezes no olho da tartaruga para analisar reflexo, e este estava quase ausente. A luta para reanimá-la foi longa, e a tartaruga permaneceu a bordo por várias horas. A filmagem infelizmente não está desde o início da reanimação do animal, porque eu não poderia esperar para começar o trabalho de reanimação apenas quando alguém estivesse disponível para gravar, mas as imagens são fiéis ao esforço empenhado na tentativa de salvá-la. No início, quando ainda não havia ninguém filmando, retirei uma grande quantidade de água da tartaruga, fiquei abismado com o volume... para saber o desenrolar dessa história emocionante assista ao vídeo.

 

A drowned Olive Ridley Sea Turtle came onboard of the fishing boat in a very critical situation, practically dead. I could not accept that this turtle had not more chance to survive without trying to save it, I touched sometimes in the eye of the turtle to examine the reflex, and it was almost inexistent. The job to recover it was long, and the turtle remained on board for several hours. The film unfortunately is not since the beginning of the reanimation of the animal, because I could not wait to begin the job of resuscitation only when someone was available to record it, but the images show the effort involved in trying to save it. In the beginning, even when there was no one recording, I removed a large quantity of water from the turtle, I was impressed with the volume... to know the end of this exciting true story watch the video.

 

 



Escrito por Thiago Landim Maia às 04:16:12
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Tubarão tigre versus Tartarugas / Tiger shark versus Turtles

Tartaruga (Verde e Cabeçuda) versus Tubarão Tigre na Australia. No mundo selvagem, os animais têm que se alimentar sempre que tiverem a oportunidade pois não se sabe quando será a próxima refeição. Por outro lado, a presa, se quiser permanecer viva, terá que usar todas as arte-manhas que tiver para tentar fugir do predador faminto. Entre as espécies registradas pela National Geographic, a tartaruga verde demostra ter melhores habilidades para se previnir das investidas do predador, do que a tartaruga cabeçuda. Essa é a lei da sábia mãe Natureza...Natureza, nós temos a obrigação de preservá-la.

 

Turtle against the Tiger Shark in Australia. A Nature´s surviving law. On wildlife´s world, the animals have to eat always they have a chance, they don´t know when will be the next meal. By the other way, the hunted animal, if want to still a live, will have to use all the skills to try to skip from the starving predator. The National Geographic has recorded the loggerhead and the Green turtles, and the Green showed that has a better skills to keep their life as a Tiger Shark prey. This is the mother Nature´s law...Nature, preserve it.

 



Escrito por Thiago Landim Maia às 01:45:09
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